Graças à Automobile Magazine’s, vamos vibrar com um regresso ao passado. Ao tempo em que os carros ainda cheiravam a gasolina…
O duelo que hoje vos apresentamos tem uma importância incalculável para a história automóvel. Corria a década de 80 quando pela primeira vez, Mercedes e BMW confrontam-se declaradamente como rivais na corrida pela supremacia no segmento das berlinas desportivas. E só um podia sair vencedor, ser segundo era ser primeiro dos últimos. Só o primeiro lugar interessava.
Até então, já tinha havido vários ensaios de guerra – como quando um país encosta as suas tropas na fronteira do inimigo só para «treinar». Mas desta vez não era treino nem ameaça, era mesmo a sério. Foi essa batalha que o Jason Cammisa, da Automobile Magazine, tentou recriar no mais recente episódio do Head-2-head, que o RazãoAutomóvel orgulhosamente vos trás acompanhado deste texto introdutório. Vamos então começar a análise.
De um lado da barricada tínhamos a BMW, mortinha por «fazer a folha» à Mercedes. Em pleno crescente de forma, tanto no campo das vendas como no campo tecnológico. E do outro lado tínhamos a intocável, inalcançável e toda poderosa Mercedes-Benz que não queria ceder nem mais uma centímetro de território automobilístico à cada vez mais incómoda BMW. Declarada a guerra, faltava escolher as armas. E uma vez mais, tal como nas guerras a sério, as armas escolhidas dizem muito da estratégia e da forma de encarar o confronto de cada um dos intervenientes.
A Mercedes optou por uma abordagem tipicamente… Mercedes! Pegou no seu Mercedes 190 (W201) e muito discretamente enfiou-lhe um motor 2.300cc de 16v, preparado pela Cosworth, pela boca abaixo, perdão.. pelo capot! Ao nível do chassi, a Mercedes fez uma revisão às suspensões e aos travões, mas nada de exageros(!) apenas o suficiente para fazer face à fogosidade da nova motorização. Ao nível estético, para além da designação na tampa da mala, nada mais fazia suspeitar que aquele 190 era um pouco mais “especial” que os outros. O equivalente a vestir a Heidi Klum com uma Burka e mandá-la para a semana da moda em Paris. O potencial está lá todo… mas muito disfarçado. Demais até!
A BWM fez exactamente o oposto. Contrariamente à rival de Estugarda, a marca de Munique equipou o seu Série-3 (E30) com toda a panaceia possível, que é o mesmo que dizer: Chamou a malta da M. Começando no motor, passando pelo chassi e acabando no aspecto final. Estou desconfiado de que se fosse pela BMW, as únicas cores disponíveis de fábrica para encomenda eram amarelo, vermelho e rosa-choque! Nascia então o primeiro filho de uma linhagem “heavy-metal”: o primeiro M3.
Quem saiu vencedor? É difícil dizer… é uma guerra que ainda não terminou. E que continua, silenciosamente, até aos nossos dias, sob o pano de fundo das nossas estradas sempre que dois dos membros destes “clãs” se cruzam, seja numa estrada de montanha ou numa auto-estrada mais desafogada. Eram duas formas distintas, e continuam a sê-lo, de viver e experimentar um automóvel desportivo.
Mas chega de conversa, vejam o vídeo e ouçam as conclusões do sortudo Jason Cammisa:
Texto: Guilherme Ferreira da Costa
Tags:80's, BMW, Destaque, E21, M3, Mercedes, w201
-
ERodrigues
-
http://www.facebook.com/tiagoluis23 Tiago Luís
-
-
TJSN
-
http://www.facebook.com/tiagoluis23 Tiago Luís
-
Guilherme Costa
-
Marco Freitas










