A Honda lançou há alguns meses um vídeo, no qual o protagonista principal era o lendário Honda NSX. Um vídeo que agora revisitamos no seguimento desta história escrita pelo Luís Santos.
Mas recuemos aos já longínquos anos 90′, altura em que a Honda resolveu dar uma tareia monumental aos construtores ocidentais. Vivíamos uma época em que coisas como regras anti-poluição, preocupação com os consumos, ou crise da dívida soberana eram coisa de pessoas com pouco em que pensar. No Japão principalmente, líder do crescimento económico vivia-se uma autêntica febre de “automóveis desportivos”.
Os lançamentos de modelos desportivos só era comparável ao ritmo da reprodução dos ratos! Foi nessa altura que modelos como o Mazda RX-7, o Mistsubishi 3000GT, o Nissan 300ZX, o Skyline GT-R, não esquecendo o Toyota Supra, entre muitos outros, viram a luz do dia. Mas destes todos havia um que se destacava neste mar de potência e perfomances avassaladoras: Era o Honda NSX. Um dos mais bem nascidos e distintos desportivos da década de 90.
Comparado com os rivais japoneses e europeus da época, o NSX podia até nem ser o mais potente – até porque de facto não era. Mas a verdade é que esse factor não o inibiu de dar uma “tareia à antiga portuguesa” a todos os seus adversários!
A Honda concentrou todos os seus conhecimentos sobre engenharia (e bom gosto…) num modelo que de coleccionar tanto sucesso, viria a ganhar a alcunha de “Ferrari Japonês”. Com a grande diferença de que ao contrário dos Ferraris da altura, no Honda não tínhamos de andar com um mecânico no porta malas. Ou era isso ou o mais certo era voltar para casa montado num camião reboque. Com se isso não fosse suficiente, o fiável NSX custava uma fracção do preço do caprichoso Ferrari.
O NSX era portanto uma mistura difícil de igualar. Mantinha a fiabilidade de um qualquer Honda aborrecido mas comportava-se, fosse em estrada ou em circuito, como poucos. E foi precisamente neste campo que o super-desportivo nipónico fazia toda a diferença para a concorrência. Graças à colocação central do seu motor – uma unidade V6 praticamente construída à mão! - e à sua estrutura “monocoque” em alumínio (novidade absoluta em carros de produção), o NSX dobrava as curvas e fazia “gato sapato” das estrada de montanha. Compensa com chassi aquilo que lhe faltava de motor face a alguns concorrentes.
Um carro que segundo dizem, tinha um chassi quase telepático. Bastava pensar para onde queríamos ir e a trajectória acontecia quase que por magia. A esse facto não será alheia a ajuda de um tal de Ayrton Senna, que através de inúmeras voltas que efectuou ao circuito de Suzuka, deu uma ajuda preciosa aos engenheiros nipónicos na afinação do carro.
O resultado? A maioria dos desportivos da época quanto comparados directamente com o NSX, assemelhavam-se a carroças de burros a curvar. Carros europeus incluídos…! Ao ponto da superioridade técnica da Honda na concepção do NSX ter envergonhado muitos engenheiros lá para os lados de uma terra chamada Maranello, em Itália…
E foram todas estas credenciais (baixo custo, fiabilidade, e performances) que mantiveram o modelo no activo desde 1991 até 2005, praticamente sem alterações nenhumas. Ao que parece a Honda está tentada a repetir a façanha. No vídeo que poderão ver de seguida, podem assistir à evolução do modelo, e a uma breve apresentação feita pelos produtores do jogo Gran Turismo sobre aquilo que o futuro e a Honda nos reserva para o próximo NSX. Vejam:
Texto: Guilherme Ferreira da Costa
Tags:90's, Ayrton Senna, Honda, máquinas do passado, NSX
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Diogo Florêncio










