O novo BMW Série 3 — geração G20 — deverá ser conhecido ainda este ano, com uma apresentação pública inicial prevista no próximo Salão de Paris, no início de outubro, antes de iniciar a sua comercialização em 2019.
Durante décadas a referência incontornável do seu segmento, sobretudo no capitulo dinâmico, a nova geração “aterrará” num contexto particularmente mais desafiante. O atual Série 3 — geração F30 — viu chegar novas gerações dos arquirrivais Audi A4 e Mercedes-Benz Classe C, que elevaram o nível no que toca a qualidade, apresentação e conteúdos tecnológicos.
Mesmo no capítulo dinâmico, um dos bastiões do Série 3, nunca se viu tão ameaçado, com a chegada de novos e capazes concorrentes como o Jaguar XE e, mais recentemente, o Alfa Romeo Giulia. Não nos podemos esquecer, igualmente, pelas rápidas mudanças que a indústria está a passar, obrigando a repensar abordagens para lidar com os “temas quentes” — normas de emissões, conetividade e condução autónoma.
Evoluir, não revolucionar
Apesar da recente e refrescante ousadia por parte da BMW verificada nos concept dos futuros Série 8 e Z4, o novo Série 3 apostará, sobretudo, na continuidade. É o BMW que mais vende, e a marca, naturalmente, não quer correr riscos desnecessários.
Mesmo assim, Adrian van Hooydonk, o diretor de design do BMW Group, refere que haverá maior distinção entre os modelos da marca. Ou seja, o Série 3 G20 não será um mini-Série 5 G30.
Cada novo carro a partir de agora, acreditamos que têm de ter um caráter fresco por si só. O novo 3 vai fazer parte duma nova linguagem, mas também terá algumas características que serão únicas a ele.
CLAR, claro
Naturalmente, também o BMW Série 3 recorrerá à CLAR — a espinha dorsal que serve os modelos com motor longitudinal e tração traseira ou integral da marca. Com ela vem também uma abordagem multi-materiais — aços de alta resistência, alumínio, magnésio e até fibra de carbono nas versões de topo — que deverão resultar numas poucas dezenas de quilos a menos face ao atual. Não parece muito, mas temos de ter em conta que o G20 irá crescer relativamente ao F30.
Mais eficiência
Tal como o atual, o novo G20 recorrerá a motorizações de três, quatro e seis cilindros em linha, a gasolina e gasóleo. Maior parte delas já são conhecidas do F30, mas serão revistas, tendo em vista mais eficiência e cumprimento das mais apertadas normas de emissões.
As motorizações a gasolina ganham filtros de partículas, e as revisões operadas nestas, em conjunto com os ganhos de eficiência que advêm da CLAR, deverão garantir uma redução de 5% nos consumos e emissões.
A aposta no Diesel é para continuar, já que continuam a ser peça essencial na redução contínua das emissões da marca, de modo a cumprir as metas estabelecidas pelas entidades reguladoras.
Se hoje em dia já existe um Série 3 híbrido plug-in, o G20 tem prevista duas versões. Uma terá como base o 1.5 de três cilindros e até 50 km de autonomia, enquanto a outra terá como base o 2.0 de quatro cilindros e até 80 km de autonomia. Surpresa é a possibilidade de uma versão 100% elétrica.
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No outro extremo, e seguindo o exemplo do Série 5, veremos o BMW Série 3 ganhar um par de versões M Performance — uma a gasolina e outra Diesel. Estando no topo da hierarquia, excluindo o M3, os futuros M340i e M340d recorrerão a motorizações de 3.0 litros e seis cilindros em linha.
Estima-se que o M340i apresente-se com 360 cv, apesar de alguns rumores indicarem valores superiores. O M340d virá em exclusivo com o sistema xDrive — tração integral —, com o bloco de seis cilindros em linha a debitar algo como 320 cv.
E por falar em M…
O futuro BMW M3 (G80), previsto para 2020, manterá o bloco de seis cilindros em linha, com 3.0 litros de capacidade, e, claro, turbo. As semelhanças com o atual — M3 F80 — deverão ficar-se por aqui.
Entre as novidades, prevê-se que ganhe o sistema de injeção de água do M4 GTS, com a potência a subir em concordância até aos, espera-se, 500 cv, graças também ao par de turbos assistidos por um compressor elétrico, numa solução semelhante à encontrada no Audi SQ7.
O “choque” sobre o futuro M3 é, definitivamente, o abandono da tração traseira — tal como o novo BMW M5, também o BMW M3 deverá vir equipado com tração integral. Mas, tal como o M5, esperemos que traga um modo 2WD, que é como quem diz, apenas tração às duas rodas… de trás.
Mais tecnologia
Naturalmente, o BMW Série 3 G20 receberá os mais recentes avanços tecnológicos, muitos deles estreados pelo último BMW Série 7 — estacionamento via controlo remoto e sistemas de condução semi-autónoma têm presença praticamente garantida.
Também o interior adotará soluções vistas nos mais recentes BMW, como o Série 5 e até o futuro Série 8 — seja o layout, seja o painel de instrumentos, com uma maior predominância de elementos digitais ao invés de físicos. O novo sistema de infoentretenimento deverá permitir não só controlo por tato, como também por gestos e voz, mas o comando iDrive continuará a marcar presença.
Adeus, 3GT?
Das três carroçarias hoje existentes, as tradicionais berlina de quatro portas e carrinha mantém-se na gama. Mas o BMW Série 3 Gran Turismo, talvez o carro que mais leva à letra a definição de crossover — parece ser o resultado de um relacionamento entre um alto MPV e a linha do teto fastback de um coupé —, prevê-se que não tenha um sucessor.
O Série 3 GT será substituído pelo futuro Série 4 Gran Coupé — segundo algumas fontes, as duas propostas atuais, que apostam numa superior versatilidade, sobrepunham-se comercialmente. Segue em frente o mais apelativo dos dois, que deverá surgir em 2020 ou 2021.
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