Entrar no carro, inserir a chave no canhão, verificar se a caixa está em ponto morto e carregar no pedal da embraiagem. E depois, aí sim, rodar a chave para ligar o motor, nem sempre com a garantia de saber o que se seguia, mas desejando que este pegasse logo à primeira, sem hesitar.
Em caso afirmativo, surgia uma espécie de satisfação interior que nos dizia que estava tudo bem. No entanto, também houve vezes em que isso não aconteceu e a única coisa que despertou foram palavras que não posso escrever aqui.
Ligar, ou «acordar» o motor de um carro era um daqueles pequenos momentos especiais. Uma das coisas que, de tão simples, acabava por ser apaixonante. Hoje, perdeu-se praticamente por completo.
Atualmente, quase sem pensar, entramos no carro, carregamos no pedal do travão ou no da embraiagem (quando ainda existe) e premimos um botão. Pronto, é isso.
Nos automóveis 100% elétricos já nem ouvimos o motor de arranque nem o de combustão, pois, não existem. Depois de premir o botão para ligar o motor (elétrico), surge apenas uma mensagem visual que nos indica que o «sistema» está pronto para arrancar.
A eletrónica à nossa disposição
Aliás, muitos dos automóveis atuais já se destrancam automaticamente quando nos aproximamos deles, o que pode ser bastante prático, e há outros que já começam a abrir-nos a porta. E depois de nos sentarmos ao volante, resta premir um botão e deixar que a eletrónica trate do resto. Na grande maioria dos modelos novos, a chave já nem sequer precisa de sair do bolso ou da mochila.
A tecnologia e o mundo automóvel têm evoluído a uma velocidade inacreditável e isto não quer dizer que, atualmente, não existam automóveis interessantes no mercado.
No entanto, sinto saudades de momentos como este pequeno ritual e da expectativa. Desde «abrir o ar» nos automóveis mais antigos, ao som do motor ao «acordar» e de ouvir o regime mudar, à medida que a temperatura vai subindo.
Hoje tudo até pode ser mais eficaz, mas parece carecer de charme e é mais impessoal.
Com tudo isto, provavelmente, começo a constatar que estou a chegar a um momento em que preciso de comprar um clássico. Nem que seja para reviver alguns destes momentos do passado.
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Volvo P1800. O coupé sueco mais especial de sempre está de parabénsParabéns, acertou!
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Para sorte dos meus filhos, ainda vão tendo o “mini que tem cheiro” , como eles dizem!