Talvez tenhas conhecido o Integra Type R através do Gran Turismo (como muitos de nós), tenhas-lo visto na rua ou até sido um dos sortudos que já o pôde conduzir, o mais provável é que o conheças também como um dos tração dianteira mais eficazes de sempre.
Essa fama surgiu apenas em 1995, quando a Honda decidiu associar o nome Integra (que estava no mercado desde 1985 e ia já na terceira geração) à mítica designação Type R, sinónimo dos Honda mais especiais.
Criado com o intuito de servir de base à versão de competição destinada ao Grupo N, inicialmente o Integra Type R apenas estava disponível no mercado nipónico, tendo apenas chegado à Europa em 1998.
O desportivo (quase) artesanal Honda Integra Type R
Quando decidiram criar o Honda Integra Type R, os engenheiros da Honda partiram da certeza de que o motor 1.8 VTEC (o B18C1) usado na versão GS-R era capaz de dar mais do que os cerca de 173 cv que oferecia.
Assim, deitaram mãos à obra e depois de adotarem pistões em alumínio, bielas de alta resistência, válvulas de admissão remodeladas, um escape de maior diâmetro (entre outras alterações), o motor passou a debitar uns bem mais interessantes 200 cv (no Japão).
Polida e montada manualmente, esta versão especial do motor acabaria limitada a uma produção de apenas 25 unidades por dia. A distingui-lo estava a tampa das válvulas e o facto de conseguir alcançar as 9000 rpm.
A completar o tratamento Type R dado ao Integra, os engenheiros da Honda reforçaram o chassis, rebaixaram a suspensão (cerca de 15 mm), trocaram a barra estabilizadora traseira e ofereceram ao Integra um diferencial autoblocante.
Não contentes com tudo isto, decidiram ainda aplicar ao Integra Type R uma cura de emagrecimento. Esta levou à perda de equipamento e de material isolante e à adoção de vidros menos espessos. Uma dieta estendida até às paredes internas do depósito de combustível responsáveis por evitar as flutuações da gasolina, que foram reduzidas ao mínimo.
O Honda Integra Type R chega à Europa
Disponível no Japão desde 1995, apenas em 1998 é que o Honda Integra Type R chegou à Europa. Quando o fez não só trouxe consigo um facelift (que lhe deu a característica frente com quatro faróis que todos lhe conhecemos) como mudanças a nível mecânico. Recebeu ainda jantes de 16” (antes eram de 15”), travões maiores e modificações nas relações da caixa manual de cinco velocidades.
Se no mercado japonês o Honda Integra Type R contava com 200 cv extraídos da versão B18C1 do 1.8 VTEC, quando chegou à Europa o desportivo nipónico viu a potência cair 8 cv, passando para os 192 cv extraídos da versão B18C6 do 1.8 VTEC.
Ainda assim apresentava números de respeito (principalmente se tivermos em conta que surgiu na Europa em 1998): 107 cv/l, mais de 230 km/h de velocidade máxima e um tempo dos 0 aos 100 km/h de apenas 6,7s.
Um ícone automóvel que nunca deu lucro
Entre 1995 e 2001 (ano do canto do cisne do Honda Integra Type R), a Honda perdeu dinheiro com cada uma das unidades vendidas.
A manufatura das versões iniciais e o recurso a componentes provenientes de várias pequenas empresas, provocaram um aumento dos custos de produção, com o o preço do Honda Integra Type R a revelar-se insuficiente para cobrir o investimento.
Se é verdade que não conseguiu dar lucro à Honda, não é menos verdade que ajudou a aumentar a imagem da marca nipónica. Hoje, o Honda Integra Type R é de forma inequívoca, um autêntico ícone dos anos 90, dos tração dianteira e do mundo automóvel.
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Honda Integra Type R, o rei dos tração dianteira
Nasceu em 1995, mas só três anos depois é que o Honda Integra Type R chegou à Europa. Fica a conhecer a história do "rei dos tração dianteira".
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