Entre a pandemia e a crise dos semicondutores, desafios não faltaram à Audi durante o ano de 2021, mas não foi impedimento para alcançar lucros recordes, como pudemos confirmar durante a Conferência dos Media Anual 2022, realizada online.
Apesar do número de unidades vendidas ter decrescido 0,7% em relação a 2020 — 1,681 milhões de unidades em 2021 contra 1,693 milhões de unidades em 2020 —, a Audi registou aumentos tanto em faturação como em lucros.
No primeiro caso, a faturação subiu 6,2% para os 53,1 mil milhões de euros, enquanto no que toca aos lucros, subiram 114% em relação a 2020, alcançando os 5,498 mil milhões de euros, o valor mais alto de sempre.
VEJAM TAMBÉM: “Felicity Ace”. Lamborghini vai substituir os Aventador destruídosEstes valores permitiram à Audi apresentar uma margem operacional de 10,4%, em linha com o planeado para a corrente década de se manter entre os 9% e os 11%, com objetivo de ser superior a 12% após 2030.
China, o maior mercado
Das 1,681 milhões de unidades vendidas pela Audi no mundo, foi a China que absorveu o maior número (é também o maior mercado individual da marca), com um registo de 701 289 unidades (-3,6% que em 2020).
A Europa vem um pouco atrás, com 617 048 unidades (-0,4%). Nos EUA foram vendidas 196 038 unidades, o que representou um aumento de 5% em relação a 2020 — o Q5 foi o modelo mais vendido da Audi por lá —, sendo estes os três maiores mercados da marca alemã.
Elétricos de «vento em popa»
Apesar da ligeira quebra no número de unidades produzidas em 2021, por culpa das disrupções provocadas pela pandemia e pela falta de semicondutores, a venda de modelos elétricos subiu substancialmente.
No total, a Audi entregou 81 894 veículos elétricos em 2021, um aumento de 57,5% em relação a 2020, quando entregou 52 011 elétricos.
O lançamento dos Q4 e-tron e do Q4 Sportback e-tron foi crucial para este resultado positivo, com a Audi a ter entregue 21 098 unidades do SUV elétrico, enquanto o e-tron GT, a berlina elétrica de alta performance, viu serem entregues 6896 unidades.
Porém foram os SUV e-tron e e-tron Sportback os elétricos mais vendidos da marca, com 49 157 unidades entregues.
As outras marcas do grupo… Audi
Apesar de integrada no Grupo Volkswagen, a Audi é, tecnicamente, a «dona» da Lamborghini e da Ducati. E a partir do início deste ano, também a Bentley passou a estar sob a supervisão da marca dos quatro anéis.
Também as notícias sobre o desempenho destas marcas em 2021 foi muito positivo, com todas elas a atingir recordes absolutos vendas e também em lucros.
A Lamborghini entregou 8405 veículos em 2021 (+13,1% do que em 2020), um valor recorde para o construtor de Sant’Agata Bolognese. Desses 5021 correspondem ao Urus, o seu SUV, seguido de 2586 Huracán e 798 Aventador.
VEJAM TAMBÉM: Lamborghini Huracán STO. «Pilotámos» em circuito o mais radical dos HuracánO aumento do número de vendas permitiu também apresentar o maior valor de faturação de sempre: 1,95 mil milhões de euros, mais 19% do que em 2020. Os lucros foram de 393 milhões de euros, 49% mais do que em 2020, o que se traduziu numa margem de 20,2%.
É objetivo da marca do touro ao longo da década ter uma margem operacional entre os 22% e os 25% ao longo da década, superando a marca dos 25% a partir de 2030.
A Bentley entregou 14 659 unidades em 2021, o valor mais alto de sempre, e um aumento significativo de 31% em relação a 2020, que já tinha sido um ano recorde.
A faturação também foi recorde, de 2,485 mil milhões de euros, assim como os lucros de 389 milhões de euros — em 2020 tinham sido de «apenas» 20 milhões de euros.
VEJAM TAMBÉM: Só vão fazer 12. Ao volante do Bacalar, o mais exclusivo Bentley dos nossos diasA margem operacional foi, assim, de 13,7%, alimentada pelo aumento da rentabilidade por unidade vendida (+8%), graças a vendas mais elevadas das versões Speed, Mulliner e Hybrid, e ainda pelos níveis superiores de personalização.
Por fim, mas não menos importante, a Ducati também teve o seu melhor ano de vendas de sempre, tendo vendido 59 214 motas (+24% do que em 2020).
A faturação cresceu até os 878 milhões de euros (+30% do que em 2020), mais um recorde, atingindo um lucro de 61 milhões de euros (+154% do que em 2020). A margem operacional foi de 7%, com o objetivo de que esta cresça durante a restante década para um intervalo entre os 8% e os 10%.
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Audi. Vendeu menos em 2021, mas alcançou lucros recorde
Apesar de um 2021 desafiante, a Audi aumentou a faturação e também os lucros, com estes a terem sido os mais altos de sempre.
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