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Donald Trump insiste em tarifas para todos. Europa incluída

Donald Trump confirma tarifas de importação para o México e Canadá, e agrava as da China. A União Europeia também está na mira.

Donald Trump confirmou que as tarifas de 25% sobre bens importados do México e do Canadá entrarão em vigor a 4 de março, conforme previamente anunciado. A decisão surge como resposta ao que Trump considera um fluxo inaceitável de emigrantes e drogas, especialmente fentanil, para os EUA a partir destes dois países.

Para além das tarifas sobre os seus parceiros do USMCA (Tratado comercial entre EUA, México e Canadá), Trump também anunciou uma taxa adicional de 10% sobre as importações chinesas, que acumula à tarifa de 10% já aplicada desde 4 de fevereiro.

Através de uma publicação feita na sua rede social Truth Social, Trump afirmou que a situação é insustentável e que o seu governo está determinado a travar o impacto do fentanil no país.

Parque de estacionamento vista aérea
© Ivana Cajina / Unsplash

As declarações de Trump dissiparam a confusão gerada no dia anterior, quando, durante uma reunião de gabinete, deixou em aberto a possibilidade de adiar as tarifas por um mês, até 4 de abril. No entanto, a segurança fronteiriça e a crise do fentanil pesaram na decisão de manter o cronograma inicial.

Por outro lado, a administração Trump continua a avaliar tarifas recíprocas contra outros países, nomeadamente europeus. O seu conselheiro económico, Kevin Hassett, revelou que um estudo sobre tarifas globais será divulgado a 1 de abril, com a possibilidade de incluir novas medidas.

Donald Trump já ameaçou impor tarifas de 25% sobre bens importados da União Europeia, embora não tenha avançado com uma data específica para a introdução essa medida.

Do lado oposto da barricada

Entretanto, representantes do México e do Canadá tentam travar a aplicação das tarifas. O ministro da Economia mexicano, Marcelo Ebrard, irá reunir-se com o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e com o Secretário do Comércio, Howard Lutnick, numa tentativa de negociação.

No Canadá, o ministro da Segurança Pública, David McGuinty, defendeu que o esforço do seu país no reforço das fronteiras e no combate ao tráfico de droga deveria ser suficiente para evitar as sanções comerciais.

Do lado chinês, o governo enviou uma carta a Greer, apelando ao diálogo e à negociação para resolver as questões económicas e comerciais entre os dois países. A posição de Pequim sublinha a necessidade de uma abordagem equitativa e diplomática para lidar com as disputas comerciais.

Donald Trump
© Facebook Donald Trump

Com este novo capítulo na política comercial de Trump, a expectativa é que os mercados reajam e que os países afetados intensifiquem os esforços para encontrar uma solução que evite a aplicação destas tarifas.