Químicas à parte, as matérias-primas das baterias são raras, caras e difíceis de minerar. É por isso que as baterias continuam a ser o componente mais caro dos veículos 100% elétricos — ainda que o custo por kWh esteja diminuir de forma acelerada.
Mas não é só uma questão de custos, é também uma questão de sustentabilidade. Foi por isso que a Mercedes-Benz inaugurou este mês uma nova fábrica de reciclagem de baterias em Kuppenheim, na Alemanha, onde recupera mais de 96% dos materiais, como lítio, cobalto, níquel e manganês de baterias usadas.
Um passo importante na sustentabilidade da marca com uma particularidade: é que a Mercedes-Benz ainda não produz baterias. As que são utilizadas pelos modelos da marca são fornecidas pela CATL, a empresa líder mundial na produção deste importante componente, com mais de 50% de quota de mercado.
O processo de reciclagem das baterias
Esta nova fábrica localizada em Kuppenheim tem um objetivo: reciclar 2500 toneladas de baterias por ano. O suficiente para fabricar 50 000 novos acumuladores. Além disso recupera também a chamada “massa negra” — um material rico em grafite que representa entre 40% e 50% do peso total de uma bateria.
O processo começa pela descarga total e trituração das baterias, convertendo-as em pó. Depois, através de um método hidrometalúrgico a baixa temperatura (80ºC), os metais são separados e reutilizados na produção de novas baterias.
As vantagens da nova fábrica
Embora a Mercedes-Benz não tenha divulgado o investimento total nesta nova fábrica, nem as projeções relativas ao retorno do investimento, a combinação de redução de custos com matérias-primas, eficiência energética e apoio governamental sugerem que o potencial deste sistema de reciclagem de baterias poderá ser financeiramente sustentável a médio prazo.
Além disso, a reciclagem de baterias permitirá à Mercedes-Benz diminuir a exposição à volatilidade das matérias virgens, cujos preços tendem a aumentar devido à crescente utilização de veículos elétricos. Ao recuperar matérias-primas internamente, a marca alemã pode projetar os futuros custos de produção com uma maior segurança.
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Esta fábrica da Mercedes consegue aproveitar 96% das baterias
A Mercedes-Benz ainda não produz mas já recicla baterias. Método hidrometalúrgico permite recuperar 96% dos materiais.
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