Notícias Este Mercedes-AMG C 63 trocou o quatro cilindros por um V8

Transformação

Este Mercedes-AMG C 63 trocou o quatro cilindros por um V8

O preparador austríaco resgatou a sonoridade e a alma do Mercedes-AMG C 63, devolvendo-lhe o motor V8 que perdeu na geração atual.

VUK C63 AMG V8 - traseira
© VUK Automobile / Instagram

Uma das características mais sonantes da mais recente geração do Mercedes-AMG C 63 foi o abandono do icónico motor V8 por um bloco de quatro cilindros que faz parte de um sistema híbrido, que adiciona uma bateria e três motores elétricos.

Aumentou (e muito) a potência, a performance e… a eficiência, mas os críticos afirmam que a «alma» ficou comprometida. A VUK Automobile, uma empresa austríaca especializada em modelos da AMG, está do lado dos críticos. O caminho escolhido foi simplesmente inaceitável.

Por esse motivo, dedicou dois anos ao desenvolvimento e engenharia necessários para substituir a motorização original do AMG C 63 E-Performance (W 206) pelo motor que os puristas sempre desejaram.

Esta «pequena alteração» fez toda a diferença, como podemos ver no vídeo da VUK nas nas redes sociais. Com a primeira unidade finalizada, a «alma» do C 63 AMG não está totalmente perdida e o seu rugido já se faz ouvir.

Um dos argumentos que a VUK destaca nesta troca de motor, é que o V8 continua a ser proveniente da casa de Affalterbach, com direito à assinatura do engenheiro que o constrói e tudo. Ou seja, a autenticidade continua garantida.

Segundo a VUK Automobile, o mérito da engenharia da AMG é mais que reconhecido, mas desta forma, são devolvidos o caráter e a personalidade que caracterizam o C 63.

A VUK vai mais longe e diz que algumas das decisões que levaram ao abandono do V8 foram tomadas por executivos e não refletem necessariamente a visão dos engenheiros que criam as máquinas mais emocionantes da marca.

E números, há?

O atual C 63 E-Performance é uma máquina complexa, que mistura octanas com eletrões e, por isso, esta troca de motor deve ter colocado desafios enormes à equipa da VUK.

Não foram divulgados detalhes, mas tudo indica que o C 63 não perdeu apenas o quatro cilindros, como perdeu a parte elétrica do seu sistema híbrido.

Ou seja, este C 63 com motor V8 biturbo — especula-se que seja o M 177 do anterior C 63 —, até pode ter menos potência que os 680 cv (e 1020 Nm de binário) do modelo de produção. No entanto, a VUK ainda não divulgou os números finais desta sua criação.

O que sabemos é que a VUK pretende converter apenas 63 unidades do C 63. O custo da conversão? Também não foi divulgado. Vamos ter de esperar por abril ou maio para saber mais detalhes deste C 63 V8.

Rumores sobre o regresso do V8

A introdução do sistema híbrido com o motor de quatro cilindros nos C 63 e GLC 63 tem sido bastante criticado, com a AMG a reconhecer até que lhe custou alguns clientes.

Agora, há cada vez mais rumores de que o V8 poderá regressar, ao C 63 inclusive. A Mercedes-AMG já confirmou estar a desenvolver um V8 eletrificado e os protótipos de teste do futuro CLE 63 «apanhados» rugem como apenas um V8 consegue.

Até lá, a VUK Automobile já mostrou que há quem não se conforme com a eficiência fria da eletrificação. Por vezes, mais do que a potência ou a tecnologia de cada modelo, o que realmente importa são as emoções que transmite. E quem já teve a oportunidade de «acordar» um V8 numa manhã fria, sabe perfeitamente do que é que estou a falar…