13.03.2025
Mais autonomia não há. Mercedes-Benz CLA 2025 revelado
18.03.2025
Super plataforma da BYD promete carregar (quase) tão depressa como abastecer
17.03.2025
O novo Renault 5 Turbo tem 540 cv literalmente dentro das rodas
Ford reforça família elétrica com 3 modelos. Todos os preços
11.03.2025
Leapmotor T03. Elétrico chinês chega a Portugal por 19 600 euros
04.03.2025
Peugeot 3008 elétrico com 700 km de autonomia já tem preço
21.03.2025
Mais de 1 milhão de euros. Saiba quantos Aston Martin Valhalla vêm para Portugal
CUPRA vai para os EUA mas plano de ataque teve de mudar
14.03.2025
Como Trump pode destruir 25% do excedente comercial desta indústria europeia
Primeiras imagens do novo Alfa Romeo Stelvio e há boas notícias
Porsche Cayenne elétrico a chegar mas motor de combustão é para continuar
Este Audi esconde o futuro SUV Porsche a combustão
19.03.2025
Nunca se venderam tantos Aston Martin em Portugal. Qual é o segredo?
12.03.2025
Toyota está atrasada? Japoneses investem milhões na combustão e hidrogénio
07.03.2025
Entrevistámos o CEO da Tesla chinesa. “Se pudesse alterava várias decisões na NIO”
Renault Scenic elétrico convence mas não nesta versão
Mercedes-Benz GLC híbrido plug-in. Faz mais de 100 km sem gastar gasolina?
Testei o XPeng G9 e este SUV chinês deveria preocupar os europeus
A Alfa Romeo deu mais um motor ao Junior. Ficou melhor?
Conduzimos o novo Mitsubishi Outlander que faz 84 km sem gastar gasolina
Conduzimos o novo Audi Q5 com a motorização mais vendida
20.08.2024
Híbrido plug-in ou elétrico? A escolha é mais difícil do que parece
28.02.2024
Mercedes E 220 d contra BMW 520d. O derradeiro comparativo Diesel
11.10.2023
Juntámos o Alfa Romeo Tonale e o CUPRA Formentor. Qual venceu?
Está à procura de um carro? Experimente a nossa pesquisa avançada por marca e modelo
Regressar ao motor de busca
Consulte, antes de comentar, a informação legal e os nossos termos e condições aqui
Este artigo ainda não tem comentários. Seja o primeiro a partilhar uma opinião.
Opinião Deve a Jaguar produzir um rival para o Série 3 e Classe C?
Guilherme Costa
Texto
A marca inglesa Jaguar está há um par de anos a desenvolver um adversário para a armada alemã do segmento D. Mas será que deve?
Assumo que gosto de história. De carros e de história. E não, este ponto de ordem à mesa não tem nada a ver com a colaboração da Razão Automóvel com o Canal História. Serve apenas de introdução ao que aí vem. Com sabem, não é de hoje que ingleses, alemães e franceses andam às escaramuças. Os livros de história estão repletos de guerras, conquistas e conflitos entre estas três potências. A primeira fartou-se de ganhar guerras, a segunda faz jus à máxima «o último a rir…» e a terceira coitada, já viu dias melhores.
Falando dos ingleses – históricos aliados de Portugal – tiveram outrora uma das indústrias automóvel mais pujantes do mundo, mas entretanto perderam «compressão» face à Alemanha. Os franceses, à sua boa maneira deram um ar da sua graça mas nos dias de hoje já não são o contra-poder que outrora foram aos alemães.
Como sabemos, os ingleses não são tipos de levar desaforos para casa e face ao domínio absoluto das berlinas alemãs no mercado de luxo a Jaguar – marca de sua majestade hoje nas mão de uma antiga colónia, a Índia – está a preparar um concorrente direto para as referências alemãs. A pergunta que coloco é: será que devem concorrer directamente no segmento D? A minha opinião é que talvez não.
É um segmento apetecível, sem dúvida. Aquele que uma maior fatia de vendas poderia representar para a marca, certamente. Mas o investimento necessário para concorrer com os colossos alemães está muito para além daquilo que a Jaguar pode pagar. Pelo menos de modo a conseguir rivalizar «cara-a-cara» com estas.
Iriam chegar ao final do exercício exaustos financeiramente. Não há poderio financeiro que valha a Ratan Tata, o magnata indiano detentor da marca inglesa. Hoje os alemães são demasiado bons naquilo que fazem.
Então o que deve fazer a marca inglesa? Pôr a viola no saco e ir para casa beber chá e comer bolachas?! Não necessariamente. Podem tentar, mas devem tentar de maneira diferente. Criando um produto que se diferencie pelo seu design, porte aristocrático e «british crafstman».
Podem e devem colocar de parte preocupações com o espaço a bordo ou capacidade da mala em função de um design mais apelativo. Que criem um produto apaixonante e que seja diferente nos pequenos detalhes. Aqueles detalhes que fazem a diferença entre os carros que são apenas isso e aqueles que são muito mais que isso.
Quem quer uma berlina de segmento D com veia desportiva compra um BMW Série 3, quem quer uma berlina confortável compra um Mercedes Classe C, e quem quer um pouco destes dois mundos compra um Audi A4. Ok… e quem quer um salão com rodas compra um Skoda Superb.
Mas quem quer apaixonar-se pelo seu automóvel, olhando para ele como muito mais do que «apenas isso» não tem grandes opções no mercado. E é neste nicho – que para nicho até é bastante grande – que reside um mundo de oportunidades para marcas como a Jaguar ou até mesmo a Alfa Romeo.
Seja de que forma for, que a Jaguar nunca mais repita o hediondo X-Type. Uma berlina baseada no já de si mal nascido Ford Mondeo e que foi na Jaguar um capitulo para rasgar, queimar e esquecer. Livra! Lagarto, lagarto, lagarto…
Marcas como a Jaguar, entre outras marcas como a Maserati ou Alfa Romeo – que recordo para reforçar a minha opinião – têm algo que é irreplicável, os ingleses chamam-lhe «heritage». Palavra que em bom português é o equivalente a legado.
E o legado não se replica, portanto aposte-se nele. É aqui que marcas como as que mencionei podem e devem, quanto a mim, continuar a fazer a diferença. Que venha de lá esse modelo de segmento D da Jaguar. Que venha e que não tente ser um rival directo dos modelos referência do segmento que mencionei, mas antes algo único. Digno de ser recordado e acima de tudo: conduzido!
Faça login na sua conta
Ainda não tem uma conta? Crie uma aqui.
Crie a sua conta
Já tem conta? Faça login.
Recupere a sua conta
Ainda não tens conta criada na Razão automóvel para poderes ter todos os alertas.