Jeep Avenger
Primeiras impressões
Data de comercialização: Abril 2023
O novo Jeep Avenger é para quem quer estilo, zero emissões e um pouco de história. É um objeto de desejo e faz pagar-se por isso.
Prós
- Dinâmica exemplar;
- Design;
- Aproveitamento do espaço;
- Conforto.
Contras
- Alguns materiais no interior;
- Potência do motor podia ser maior;
- Preço;
O novo Jeep Avenger tem tudo para ser um «caso de estudo». Quando pensamos na Jeep pensamos em veículos todo o terreno, de estilo americano, com enormes motores de combustão e prontos para atravessar o mundo.
No entanto, o novo Jeep Avenger não cabe em nenhuma destas características. É elétrico, mede pouco mais de quatro metros e, mesmo assim, quando olhamos para ele, facilmente o identificamos como um membro da família Jeep. Os códigos estilísticos da marca ajudam, claro, mas é mais profundo que isso.
Até na experiência de condução, senti que há ADN Jeep apesar deste ser o primeiro 100% elétrico da marca. Mais adiante, neste artigo, explico porquê, depois de ter convivido com ele durante dois dias, antes da sua chegada ao mercado nacional.
Estas são as minhas primeiras considerações:
Interior agradável porém…
Em Portugal o preço do Jeep Avenger vai começar nos 39 700 euros — a marca não vai comercializar no nosso país nem a versão de «acesso» à gama em termos de equipamento, nem as versões com motor a gasolina.
Relacionado Teste ao Mercedes-Benz EQE SUV. O melhor elétrico da marca alemã?Dito isto, é um valor em linha com outras propostas 100% elétricas deste segmento, como por exemplo o seu irmão Peugeot e-2008 (com o qual partilha a plataforma) ou o Mazda MX-30.
No entanto, apesar do preço estar linha com a concorrência, é inevitável não sentir que a escolha dos materiais podia ter sido mais criteriosa. Não são maus, simplesmente não correspondem à expectativa de qualidade que temos de um automóvel cujo valor aflora os 40 mil euros.
Felizmente — tal como menciono no vídeo em destaque — este é mesmo dos poucos defeitos que posso apontar ao interior do Jeep Avenger. A qualidade de montagem, o nível de equipamento, a tecnologia e o espaço disponível estão em bom plano.
A Jeep fez um ótimo trabalho a tirar partido dos quatro metros de comprimento deste SUV que recorre à plataforma e-CMP2 da Stellantis. Isso nota-se no espaço interior e também na volumetria da bagageira que rivaliza com os pequenos familiares do segmento acima.
Condução Jeep? Sim
No início deste texto, referi que há algo na condução deste Jeep Avenger que nos transporta para o universo da marca norte-americana. Isto, apesar de todos os componentes pertencerem ao universo Stellantis.
Em primeiro lugar, a «aura» Jeep que nos é transmitida por todos os detalhes, no interior e no exterior, ajuda. Depois há pequenas soluções de aventura, não para todo o terreno, mas para cidade que reforçam esse sentimento.
É que toda carroçaria tem plástico preto nas zonas mais susceptíveis de toques e amolgadelas para evitar danos na carroçaria. Seja qual for o ângulo, a primeira superfície a tocar num carro ou numa parede é sempre o plástico. A nossa carteira agradece.
É um detalhe, é certo. Mas transmite-nos mais confiança para utilizá-lo de forma mais descontraída… como um Jeep. Até porque, conduzir na cidade é cada vez mais uma aventura.

Depois há a parte dinâmica. Como expliquei no vídeo em destaque, o comportamento deste Jeep Avenger só merece elogios. É previsível, seguro e até divertido. Por outro lado, o conforto de rolamento não foi beliscado. Desconheço como, mas a Jeep resolveu muito bem este binómio e temos o melhor de dois mundos.
Parte da justificação residirá seguramente nas quantidade de atualizações que esta «versão 2.0» da plataforma e-CMP recebeu. A Jeep reviu mais de 55% dos componentes desta plataforma e o resultado está bem patente ao volante.

Preço do Jeep Avenger
Tal como já referi, apesar de não ser baixo, este Jeep Avenger tem um preço alinhado com a sua concorrência direta.
No nosso país não haverá versões com motor a gasolina, por isso restam as versões elétrica que são mais caras. Sobe o preço, mas a qualidade dos materiais no interior mantém-se.

Por este valor — ou até menos — há outras propostas no mercado disponíveis para quem procura um 100% elétrico. Mas este Jeep Avenger não é para quem quer apenas um carro elétrico, é para quem quer algo mais.
É para quem quer destacar-se da multidão, quer design e quer conduzir um produto que é uma afirmação de estilo. Na prática, é a receita do Fiat 500 aplicada ao universo Jeep. Se vai resultar? Não tenho muitas dúvidas.

Jeep Avenger
Primeiras impressões
Data de comercialização: Abril 2023
Prós
- Dinâmica exemplar;
- Design;
- Aproveitamento do espaço;
- Conforto.
Contras
- Alguns materiais no interior;
- Potência do motor podia ser maior;
- Preço;
Por €40k o modelo da jeep tem muito menos equipamentos do que o Tesla Y ou 3. Rapidamente o preço passa os €45k, mas mesmo assim tem menos autonomia, muito menos potência, menos tecnologia, ...
Alguns carros alemães ainda se podem defender com a maior qualidade e alguns japoneses com mais fiabilidade e menores custos de manutenção. Não me parece que o modelo da jeep se destaque nesses pontos.
Os preços dos carros ainda estão muito elevados, mas vão ter que cair muito rapidamente. A Mazda baixou quase 10 mil euros ao MX-30, jeep e outras marcas vão ter que fazer o mesmo bem breve.
1. Motor pouco potente mas não dizem a potência.
2. Definir que este Jeep tem uma linha própria entrando numa fórmula tipo Fiat 500.. uauuu.
3. Preço elevado mas... Equivalente aos das outras marcas na mesma gama, então certamente colocam que o preço é errado\\elevado em todos os testes.